Área de inteligência torna operação e comercial mais estratégicos

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Por Viviane Sousa - viviane.sousa@sm.com.br -

O setor ajuda a dar suporte aos gestores na execução de ações e na tomada de decisões

Após perceber o quanto alguns processos internos tomavam tempo dos compradores e do pessoal de operação do São Vicente, Erika Stivanin Duarte, gerente de estratégia da área comercial, decidiu reunir a equipe e mudar a situação. Aos 40 anos – 25 na rede, que tem 17 supermercados e três atacados no interior paulista –, Erika afirma conhecer muito bem a rotina da empresa, o que a ajudou nessa iniciativa. “Comecei no atendimento ao cliente, fui gerente de loja, compradora e gerente comercial até chegar à área de estratégia”, conta. As mudanças no comercial começaram em março de 2017 com a implantação do PIC (Projeto de Inovação Comercial), que virou uma espécie de guarda-chuva de outros projetos. “Para conseguir a agilidade e a inovação que queríamos nesses setores, percebemos a necessidade de criar novos departamentos, entre eles pricing, CRM, GC e inteligência de mercado”, explica.

Negócio mais competitivo
A criação da área de inteligência permitiu aos compradores do São Vicente ter acesso a informações mais detalhadas de dentro da rede e da concorrência. Com isso, as negociações ficaram mais eficientes

Eles ajudam no suporte aos gestores, na execução de ações e na tomada de decisões. “Hoje, trabalhamos com muito mais informações de mercado, o que também nos garante maior competitividade e rentabilidade, sem afogar os compradores”, diz. Além das novas áreas, o PIC foi base para a criação de outros dois importantes projetos: o Hora D e o Pricing. O primeiro envolve um relatório que deve ser feito diariamente por diretores, compradores, além de gerentes de área e de loja, subgerentes e encarregados. “O objetivo é obter informações padronizadas sobre metas de vendas, margem, resultado de categorias. São dados estratégicos para o dia a dia da operação e que são analisados em reuniões diárias de 15 minutos”, diz a gerente. As negociações com fornecedores, por exemplo, estão mais ágeis e assertivas. Os compradores agora têm argumentos consistentes para uma relação mais transparente e de ganha-ganha. Já o projeto de pricing, ainda em andamento, monitora preços dos concorrentes para o São Vicente definir estratégias mais competitivas. “O varejo está evoluindo e precisamos acompanhar”, finaliza Erika.

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