Escritórios sem salas individuais reduzem a produtividade

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Por Redação SM -

Antes celebrados, os escritórios abertos, sem divisões nem espaços exclusivos, diminuem até mesmo a interação entre os funcionários, conforme estudo de Harvard

Aproximadamente 20 anos atrás, os chamados 'open office', aqueles escritórios sem salas individuais, mesas exclusivas ou espaços fechados, eram um símbolo de modernidade no mundo corporativo. Pareciam traduzir, no layout, um conceito voltado à integração maior das equipes e ao fim do bloqueio criativo das hierarquias rígidas do passado. No entanto, estudo recente da Harvard Business School lançou dúvidas sobre a efetividade dos escritórios abertos.

Pesquisadores acompanharam a reforma do escritório de uma grande empresa, comparando por 15 dias a forma das pessoas trabalharem e interagirem antes e depois do escritório ser convertido para o modelo de plano aberto. Ficou constatado que no período anterior à reforma, os funcionários interagiam por quase 5,8 horas pessoalmente. Já no cenário posterior, as mesmas pessoas passaram a dedicar apenas 1,7 hora cada a conversas pessoais. Essa queda nas interações tem impacto negativo na produtividade.

No lugar do contato pessoal, aumentou muito o envio de mensagens para os colegas. Segundo os pesquisadores, esse foi o recurso utilizado pelos colaboradores para buscar a privacidade antes proporcionada pelos espaços reservados. Mensagens instantâneas dispararam, não só na quantidade de envios como na extensão dos textos. 

Ethan S. Bernstein, um dos autores do estudo, analisou que o resultado do estudo reforça o argumento de que interações sociais intermitentes, em vez de constantes, otimizam a capacidade das pessoas resolverem problemas complexos. Limites espaciais, segundo ele, ajudam as pessoas a “entender seu ambiente, esclarecendo quem está assistindo e quem não está, quem tem informação e quem não tem, quem pertence e quem não pertence àquela situação, quem controla o quê e quem não, a quem se reportar e a quem não se reportar", afirmou. 

 

Fonte: Época Negócios

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