Errar e inovar

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Por Redação SM -

Uma nova maneira de pensar e gerir o negócio eletrizou 150 empresários do varejo alimentar durante o 16º Fórum de SM. Em entrevista, Sergio Alvim, idealizador do encontro, conta o que aconteceu

Em seu 16º Fórum de Colaboração Varejo e Indústria, realizado dias 6 e 7 de março, SM propôs como tema central a inovação do pensar e do gerenciar. As nove indústrias presentes debateram com os varejistas as questões do “aqui e agora”, para continuidade saudável dos negócios, mas se lançaram também num debate sobre a constância e intensidade das mudanças no comportamento do consumidor, o avanço incontrolável de novas tecnologias no cotidiano das pessoas e empresas e, portanto, a necessidade de exercer uma nova maneira de empresariar. Sergio Alvim, idealizador do Fórum e diretor-presidente de SM, reflete um pouco sobre o tema, incluindo a apresentação de dois provocadores do novo empresariar: Cristiano Kruel, head de inovação da StarSe, e Romeo Busarello, diretor da Tecnisa. Confira.

SM –  Você ficou surpreso com a receptividade dos varejistas ao tema proposto neste 16º encontro?
Sergio Alvim – Eu tinha segurança de que o tema causaria impacto. Mas fiquei muito feliz com o entusiasmo dos varejistas. Ouvimos coisas muito boas: “estou atordoado”, “estou ansioso para dar o primeiro passo”, “os meninos (sucessores) têm falado tanto disso e agora vejo que não posso ignorar”. Foi gratificante. Nosso papel, além de discutir soluções, é gerar também inquietações.

SM – Só gerar inquietações?
Sergio Alvim – Claro que não. Estamos nos organizando, estudando várias possibilidades para propor ações concretas, para liderar esse novo momento. As propostas mudam, mas o propósito da nossa equipe é sempre o mesmo: ajudar o varejo a se desenvolver mais e mais, com ganhos sucessivos. E, claro, olhando a indústria como parceira a cada nova jornada.

SM –  O Cristiano Kruel, da StarSe, empresa que agrupa um sistema de startups, fez uma apresentação objetiva, cheia de informações e com um jeito tão veloz quanto as mudanças que estão acontecendo. O que você diria sobre o que ele apresentou?
Sergio Alvim – O Kruel é a tradução viva da velocidade que estamos experimentando (risos). Mas o que ele propõe é fruto de reflexão, estudo, experiência.  E ele não veio com receitas de bolo. Na verdade, ele falou muito sobre incertezas. E sobre a necessidade de aprender a gerenciar as incertezas.

SM – Ele declarou que “estamos com a sensação permanente de estar perdendo algo. Vivemos em constante ansiedade”. Como o varejista pode enfrentar esse momento.
Sergio Alvim – É bom lembrar que o varejista alimentar é um guerreiro. A maioria começou rigorosamente do zero. Já enfrentou todo o tipo de dificuldade. Agora está tendo de enfrentar uma dificuldade de natureza diferente. Afinal, a sociedade e o mercado estão impondo um novo jeito de se posicionar diante da vida e dos negócios. Mas confio muito na capacidade desses varejistas de se reinventar. E a geração que está chegando às empresas vai ajudá-los. As atuais lideranças e os jovens ainda estão acertando o passo, mas cada um vai aprender com o outro, e a tensão natural entre as gerações resultará em novos frutos. Tenho certeza. E queremos ajudar nisso também.

SM – Mas o que você vê como necessidade para o varejista líder ou sucessor?
Sergio Alvim – O fundamental é interagir com tudo o que aparece. Com a mente aberta, ouvindo, entendendo. Isso não significa que todas as propostas deverão ser implementadas ou testadas, mas que o varejista passará a fazer uma síntese de todas elas, colocando o negócio em outra perspectiva.

SM – O que você considera essencial nessa caminhada?
Sergio Alvim – Dados, dados e dados. A Heloisa Callegaro, da McKinsey, também falou muito sobre isso. É preciso estruturar o que se tem em casa, trazer para a empresa novas informações e cruzar essas diferentes informações – num processo contínuo. É fundamental também ter profissional com competências para analisar e propor o novo. Esse tem que ler os dados entendendo o negócio e  entendendo que pode abrir o horizonte para novos negócios.

SM – Outro palestrante, diretor da Tecnisa, empresa do mercado imobiliário, teve uma abordagem que mexeu muito com os supermercadistas. 
Sergio Alvim – Acho que uma das coisas que fizeram o Romeo Busarello criar uma empatia imediata com o público foi o fato de ele mostrar como está investindo em sua própria mudança. Ele, um executivo respeitado, confortável em sua posição, não para de desafiar o medo, de testar e testar. Segundo ele, é preciso não temer o fracasso. E ele foi muito contundente em seus exemplos.

SM – Uma das frases do Romeo Busarello foi “as empresas morrem por fazer a coisa certa por muito tempo”.
Sergio Alvim – Muito bom isso. Todos nós tememos errar para não perder o que conquistamos. Natural. Mas a gente precisa aceitar que o erro faz parte de todos os momentos da vida, pessoal e empresarial. Ninguém está falando em decisões suicidas. Mas em acumular conhecimento para decidir com mais tranquilidade. Vale testar. Não deu certo, parte para outra tentativa. Como disse o Busarello “next go”, “next go”. Queremos ajudar na definição do passo a passo, que naturalmente vai depender do estágio de cada empresa, mas pretendemos organizar propostas que ajudem cada empresa a seguir em frente. Estamos muito entusiasmados com esse novo momento.

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